The Sims 4The Sims 4 Diversão na Neve

POLÊMICA: Coreanos Estão Furiosos com Recurso do The Sims 4 Diversão na Neve

Simmers coreanos e de origem asiática não estão nada felizes com a interação religiosa de adoração a santuário japonês, presente na nova expansão.

Após o anúncio oficial do The Sims 4 Diversão na Neve, que teve seu trailer revelado ontem pela EA, foi constatado que uma parcela significativa e cada vez maior de jogadores orientais (coreanos em sua maioria), estão demonstrando um extremo descontentamento e raiva por causa de uma das interações presentes na nova expansão, que se trata de fazer uma adoração a um santuário japonês, um ato de cunho religioso ligado ao Xintoísmo, a religião oficial do Japão.

O motivo de toda a polêmica se deve ao fato de que esse ato de se curvar perante um santuário é visto como uma ferida na história de muitos países asiáticos (principalmente a Coreia), que foram ocupados pelo Império do Japão por décadas, antes da eclosão da Segunda Guerra Mundial. Durante aquele período, o império japonês (que dominava a Coreia), impôs sua cultura e religião sobre os Coreanos, forçando-os a se curvarem perante os santuários japoneses sob pena de morte.

Para muitos, esse ato é tratado como tentativa de genocídio da cultura coreana e é considerado humilhante até os dias de hoje, tornando-se um símbolo de coerção e opressão na Coreia

Só para se ter uma ideia, esse fato histórico entre Japão e Coreia é algo tão vivo e lembrado pelos coreanos, que pode-se colocar em pé de igualdade com eventos históricos como o Nazismo e o Holocausto.

Reações dos Coreanos

Nós traduzimos um dos vários comentários feitos por usuários coreanos em relação a interação de adoração a santuários, presentes no The Sims 4 Diversão na Neve, confira:

“Nós exigimos que a EA remova a interação de adoração a santuários do The Sims 4 Diversão na Neve.

Eu acho que o The Sims 4 não deveria adicionar ao jogo um símbolo das cicatrizes de vítimas como algo que faça parte da cultura de um país. Na era colonial japonesa, o Japão construiu vários santuários na Coreia e forçou os coreanos a se curvarem perante a eles.

E isso não é apenas uma história só da Coreia, mas de muitas outras colônias japonesas, como a China, que compartilham da mesma dor. A adoração forçada era muito humilhante para as pessoas daquela época, e causou cicatrizes muito profundas em suas vidas.

Ainda hoje, a adoração a santuários japoneses é visto pela Coreia e pelo povo coreano como um símbolo de coerção e opressão, que causa tristeza e raiva.

Mais uma vez, exijo que a EA remova a interação de adoração a santuários do The Sims 4 Diversão na Neve.”

Uma usuária não coreana, mas que viveu na Coreia e estudou sua história, chegou a fazer um comentário em que diz:

“Estou realmente desapontada que, com todo o trabalho que a EA afirmou estar fazendo para estar culturalmente consciente do que está fazendo neste pacote, eles ignoraram muito do seu público asiático fora do Japão.

Eu estava tão animada por este pacote antes disso. Para aqueles que não sabem as razões do por que essa situação ser tão perturbadora (especificamente para o povo coreano nos comentários), se deve ao fato de que a adoração a santuários e a bandeira do sol nascente são representações do colonialismo japonês e algumas das coisas mais terríveis que aconteceram com o povo coreano como resultado das ações dos japoneses durante aquela época.

Eu poderia fazer várias comparações com alguns eventos negativos que nós, ocidentais, podemos fazer, conhecemos, mas eu realmente não sei se este é o lugar para isso. Se você estiver interessado ou quiser entender, sugiro que pesquise sobre o colonialismo japonês em outros países (eu conheço a Coreia pessoalmente, e estou falando em apoio ao povo coreano que conheço e amo, e ao país que se tornou meu segundo lar).”

Ainda se sabe se a Maxis irá se pronunciar a respeito de toda a questão.

Lhama

Cansado de trabalhar para o Doutor Dominion, em Estranhópolis. Lhama deixou sua vida estilosa pra trás, para embarcar em uma jornada atemporal repleta de artigos curiosos.

2 Comentários

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