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A Guerra do The Sims: A Horrível Trajetória do The Sims 4

Quando o jogo está ruim, quando as pessoas querem mais, quando as brigas não terminam, quando não há inovação.

Chegou a hora de falarmos sobre a grande relação de culpa entre o mal desenvolvimento de um jogo criado por uma empresa, uma comunidade indignada que exige o que é seu por direito, e as consequências das duas coisas a longo prazo para tornar o The Sims 4 a geração do The Sims menos inovadora até hoje.

O conteúdo desta matéria reflete a opinião pessoal de apenas um indivíduo e não tem como propósito criar qualquer tipo de generalização.

A Guerra do The Sims: A Horrível Trajetória do The Sims 4

Se você joga The Sims para PC há muito tempo, provavelmente já deve saber que em todas as suas versões existem aqueles pacotes básicos que nunca podem faltar em nenhuma geração, afinal, são considerados essenciais pela maior parte da comunidade, e também temos aqueles pacotes alternativos, que saem pela tangente e oferecerem algo completamente fora do comum.

Para que você possa entender melhor, pacotes essenciais geralmente são considerados aqueles com temáticas que abordam coisas como carreiras ativas, cidade grande, boates e vida noturna, viagens, bichos de estimação, mudanças climáticas e universidades. Já os pacotes não essenciais costumam se voltar para fantasias, como por exemplo: sobrenaturais (por mais que muita gente ame), magia ou viagens no tempo.

Então quando falamos sobre pacotes com temáticas essenciais (com exceção da expansão Rumo à Fama) basicamente isso já corresponde a tudo o que foi lançado para o The Sims 4 até o momento, e quando você faz uma pausa para analisar melhor, você acaba percebendo que todos esses pacotes maiores não passam de coisas que já vimos no The Sims 3 ou The Sims 2, mesmo que tenham sido executadas de formas distintas.

A verdade é dura e não temos como negar, reprises foi muito do que vimos até agora no The Sims 4. E eu não estou dizendo que as expansões lançadas até o presente momento para não trouxeram novos conteúdos, novo estilo de jogabilidade ou melhorias em geral, porque elas trouxeram! Mas quando fazemos um mensurado do que já conhecíamos, fica fácil de perceber que esses “novos velhos pacotes” ficam limitados às suas próprias condições de repetição, e nem sempre conseguem caminhar na direção da inovação quando já que o próprio jogo impõe barreiras devido à sua tecnologia.

Somos os culpados pela forma que o jogo foi construído? Não. Suas limitações justificam a enorme quantidade de remakes e falta de inovação em geral? Também não! Mas a comunidade The Sims, seus próprios jogadores, tem meia culpa nessa história, pois são eles que constantemente brigam sobre “o que realmente é necessário para o jogo” ou “queremos ver coisas novas de verdade”.

Quantas vezes você já não deve ter se deparado com algum comentário, em qualquer rede social, de pessoas que criticam pacote X ou Y a base do argumento “isso é totalmente desnecessário” “por que fizeram isso ao invés daquilo?” e logo em seguida uma outra pessoa, que gostou do conteúdo, critica aqueles que não estão satisfeitos e em troca recebe de volta as próprias farpas que havia atirado, farpas acompanhadas de um bilhete cujo no verso está escrito “Gado da EA” “Não aceitamos qualquer coisa” e “Quem está satisfeito com o que fizeram é porque se contentam com pouco”.

É mais do que compreensível a constante indignação por parte de um enorme grupo de pessoas, afinal, o The Sims 4 foi visto como uma grande decepção em seu lançamento por conta de tantos recursos ausentes que existiam em jogos base anteriores, e se não fosse pelas contestações dessas pessoas desde o princípio, talvez teria levado muito mais tempo para piscinas serem lançadas, por exemplo. Mas, na mesma medida em que exigimos (e com razão) tudo o que haviam nos tirado, seja aquilo pertencente ao jogo básico ou em expansões, nós também perdemos, por 5 longos anos, várias oportunidades experimentarmos coisas realmente novas.

Já imaginou uma expansão sobre super heróis, parques de diversões, fazendas, esportes, ou qualquer outra coisa que nunca tenha sido abordado em sua plenitude dentro de um pacote totalmente dedicado? Pois é… eu já imaginei muitas vezes nesses 1825 dias de The Sims 4, mas… infelizmente… a revolta, e a exigência de se obter todos os conteúdos antigos se transformou em uma faca de dois gumes que apenas acabou nos dando mais do mesmo, e em qualidade muitas vezes inferior do que esperávamos.

Mas calma, respire, não fique bravo por precipitação. Eu não estou tirando a responsabilidade da EA, da Maxis, e também dos produtores, por não nos entregarem conteúdos de qualidade e que alcance nossa expectativa, e no final jogando o fardo sobre nós. Como em um dia lindo de sol isso seria possível quando temos um vexame histórico que começa com “piscinas” e termina com “de bolinhas”? Está mais do que claro que problemas que os problemas internos do estúdio em sua organização geral, no gerenciamento de recursos e pessoas, e também na falta de comunicação, faz com que até hoje a gente tenha que lidar com inconsistências e desencontros dentro do The Sims 4.

Tenham como exemplo as escadas configuráveis lançadas recentemente para o jogo, elas funcionam muito bem e são incríveis, mas um pequeno detalhe pode atrapalhar toda a sua experiência dependendo de como quiser contruí-la. Acontece que, pelo fato de não podermos adicionar individualmente corrimões, a escada pode ficar rodeada por cercas em níveis com saídas para duas escadas em direções opostas.

Quer outro exemplo? A bancada de ilha do The Sims 4 Ilhas Tropicais que não veio com a expansão, levou quase três meses para ser adicionada ao jogo, mas quando ela veio, estava com problemas de texturas esticadas, e seu modelo em 3D não se adequava tão bem à bancada tradicional.

Então sim, a maior culpada pelos problemas do jogo e suas limitações é a Maxis.

Agora voltando à guerra entre os Simmers, sobre o que é essencial ou não, e sobre o que é importante ou não, é óbvio que o lado “vencedor” foi aquele que exigiu, se revoltou, e suplicou pelo que era realmente importante e essencial. Com isso, todos ganhamos milhares de atualizações cheias de recursos importantes para tampar os buracos, além de uma sequência de expansões essenciais para garantir a felicidade de uma maioria, mas como dito anteriormente, a faca de dois gumes trouxe como consequência 5 anos de nada realmente inovador.

Hoje, 5 anos após o lançamento do The Sims 4, a última expansão “essencial” foi recém anunciada, habemus “The Sims 4 Vida Universitária”, o último essencial para a maioria. Após o lançamento desta expansão, podemos esperar, finalmente, expansões com temáticas nunca antes exploradas, nunca antes executadas, e em quantidades maiores que no The Sims 2 ou The Sims 3, afinal, todos nós sabemos que o The Sims 4 tem, pelo menos, mais uns dois anos de vida até que o seu sucessor decida dar as caras. E eu mal posso esperar por isso.

Mas ei, produtores! Não se esqueçam dos ladrões, dos bombeiros, dos carros e mais algumas coisinhas importantes através de atualizações gratuitas. A liberdade de inovação e atrevimento está mais próxima do que nunca mas de certas coisas a gente nunca esquece, não é mesmo?

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Depois de surfar uma onda de plumbobs e conversar com uma lhama no ShangSimla, este que vos fala está mais do que preparado para mantê-los informados sobre todas as novidades do mundo Simmer.

8 Comentários

  1. Poxa eu concordo muito, o povo pensa mais no gosto pessoal e na nostalgia que na inovação, eu daria td pra ter uma expansão de fazenda.
    E a EA so tem piorado nos ultimos tempos esse ano foi horrivel pra ela, isso me preocupa em relação ao the sims 5

  2. O que eu quero: bombeiros, ladrões, escadas em espiral, telefone fixo, entregador de jornal

    O que a EA me dá: sereias, vampiros, fantasmas, bruxas, robôs

  3. O problema deste raciocínio é achar que estão desenvolvendo as expansões essenciais em detrimento das novidades para agradar os fãs mais nostálgicos, o que é completamente equivocado. Desde o lançamento do jogo, não houve sequer a preocupação de incluir o jogo com o básico (bebês e piscinas vieram depois, nem o The Sims 1 era assim). Pacotes e coleções de objetos pobres e sem criatividade, nunca houve sequer uma orientação que me desse esperanças que haveria grandes inovações de conteúdo, como bouve no 3. Isso sem contar no preço, ah o preço. O reajuste indecente que pegou os fãs de surpresa sem acompanhar o nível de inovação que vimos comparado ao próprio The Sims.

  4. A EA é uma empresa que visa somente os lucros, deixando a qualidade em terceiro plano. Veja só os exemplos de seus recentes jogos como Star Wars Battlefront II e Need For Speed. Infelizmente a fanbase não tem mais força para chamar a atenção dos produtores. Quando lançam alguma novidade, compra quem quer, porém quem vai ficar de fora ? A vantagem acaba sendo deles, pois a nossa paixão não nos impede.

  5. culpa de quem compra essas dlcs. querem jogo bom? boicotem o que é ruim. se a ea falir vem algo melhor no lugar. te garanto.

  6. A Maxis poderia muito bem colocar estações, universidades, bebês e pets já no jogo base. Isso abriria espaço para bastante expansões/pacotes de jogo. Mas a questão é clara ELES NÃO QUEREM. Querem picotar tudo ao máximo para sugar tudo da gente. Eles sabem que só o jogo base é um porre. Todo mundo vai comprar ao menos umas 4/5 expansões par deixar o jogo com uma gameplay mais bacana, cada uma a 160 reais – 80 na promoção -, uma piada. Nem The Witcher 3, uma das maiores obras de arte dos games é esse preço. Atualmente o jogo custa 25 reais completo com todas as expansões (na promoção). Eles não ligam mais para qualidade faz um bom tempo, todos sabemos, e The Sims 4 foi a gota d´água para mim.

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